O estilo Shen She Chuen (serpente divina) originou-se
na província de Fujien quando um Monge do Templo do
Bambu ministrou a Hsu Yin Fong uma técnica particular
do templo chamada Hok She Tchu (união da Garça e da
Serpente).
SOBRE O ESTILO DA SERPENTE DIVINA
Após a morte do Monge Hsu estas técnicas foram aprimoradas
e em homenagem ao Monge, o estilo foi batizado de
Shen She Chuen, que significa "Punho da Serpente
Divina", uma vez que o Ideograma "Shen"
para os chineses significa Deus.
Consiste em defesa e trabalha movimentos ofensivos
com apunhalar e movimentos de espada cortantes. Há
foco na velocidade dos giros e movimentos de corpo
contínuos.
O estilo Shen She Chuen é executado com as mãos esculpindo
a cabeça de uma serpente em uma mistura de "duro"
e "suave". Contando com movimentos lentos
e suaves, o adversário pode surpreender-se com sua
flexibilidade, velocidade e força, desde que bem concentrado
chi (Energia Interior).Seu objetivo nos ataques é
a busca dos pontos vitais como olhos, garganta, plexos,
vão entre as côxas e abdômem.
O estilo chegou ao Brasil em 1980 sob supervisão
do Mestre Hu Chao Tien, discipulo e filho do Mestre
Hu Shi Wen. Hoje o estilo tem a supervisão do Mestre
Dani Hu (Hu Chao Hsil), filho do Mestre Hu Chao Tien.
"O Punho da Serpente" possui seis fases
afim de desenvolver os cinco conceitos do estilo,
que são:
- Velocidade: atacar com batidas rápidas e inesperadas,
usando passos rápidos, ágeis e leves;
- Envolvimento: a curta distância, envolver os membros
do oponente confundindo suas posturas e usando-as
a seu favor. Quando a longa distância, aguardar a
abertura de uma postura adequadamente contida;
- Surpresa: atacar em diferentes ângulos continuamente;
- Saltos: para trás ou para os lados, evitando ataques
desnecessários e não comprometendo os membros principais
para locomoção e equilíbrio;
- Fuga: quebrando o contato e escapando quando o
golpe não obtiver a penetração adequada